5 Perguntas e Respostas sobre “Charlie, Charlie”

A existência ou não de Espíritos, a presença deles e a possibilidade de agirem sobre nós são algumas questões que intrigam grande número de pessoas e, poucas vezes, encontram uma abordagem serena e racional. Elas descobrem a possibilidade do fenômeno, ficam curiosas, mas falta um ingrediente essencial: o estudo aprofundado da teoria das manifestações mediúnicas.

Um exemplo disso é “Charlie, Charlie Challenge”, um novo formato de uma velha brincadeira que tomou conta do noticiário e das redes sociais, provocando medo e mal-estar em crianças e adolescentes, interferindo na rotina de alguns colégios, mobilizando pais e professores. Trata-se de colocar dois lápis cruzados sobre uma folha de papel com as palavras “sim” e “não” e perguntar: “Charlie, Charlie, você está aí?” O objetivo é saber se o “espírito” Charlie está presente. Quando o lápis se move, costuma haver pânico e gritos.

Allan Kardec dizia que antes de buscar explicações mediúnicas para um fato, é preciso descartar todas as explicações mais simples, que envolvem causas materiais. E os experimentos mediúnicos comprovados  costumam ser feitos em condições de alto controle das circunstâncias, o que em geral não ocorre nesse jogo, dificultando, em princípio, dizer se são autênticos.

Ficamos, então, com algumas questões simples e objetivas sobre o assunto:

  1. Algumas dessas manifestações podem ser devidas à ação de um ou mais Espíritos? Sim.
  2. Nesse caso, como seriam possíveis? Se algum presente for dotado de mediunidade de efeitos físicos, ele poderia contribuir de forma involuntária para o fenômeno.
  3. Uma criança pode ser médium? Sim. Todos somos médiuns, mas algumas pessoas apresentam fenômenos ostensivos, de maior intensidade. As crianças também podem ser médiuns desse tipo, vendo, ouvindo Espíritos ou, mesmo, tendo papel ativo em fenômenos materiais, como os movimentos de objetos.
  4. Todas as manifestações reais poderiam ser do mesmo “Charlie”? Isto é improvável. As manifestações mediúnicas verídicas têm um fim sério e útil. Se houver um Espírito respondendo, o mais provável é que se trate de um brincalhão, que se diverte em enganar e causar medo nas pessoas.
  5. Alguém pode se prejudicar com esse tipo de brincadeira? Sim, esse tipo de brincadeira pode levar à instabilidade emocional e à queda do rendimento escolar. Pode, também, se houver Espíritos sofredores ou mal-intencionados envolvidos, criar ligações espirituais com eles, o que eventualmente acarreta sofrimento, mal-estar e alguns dissabores.

Os pais, educadores, professores e pedagogos que compreendem e levam em conta a realidade espiritual, tendem a ser melhor sucedidos ao lidar com essas questões. Tendo um olhar mais abrangente, podem orientar alunos e familiares com tranquilidade e segurança. Tal conhecimento lhes permite, também, noutros momentos, entenderem melhor diversas alterações de humor e de comportamento pelas quais filhos e alunos passam, sem causa aparente. Infelizmente, muitos se perdem entre seus próprios medos, confusões de conceitos e ignorância das leis que regem as relações do mundo físico e o espiritual.

6 comentários sobre “5 Perguntas e Respostas sobre “Charlie, Charlie”

  1. Meu marido que é professor da rede estadual do estado de SP, PEB II, ao entrar na classe de adolescentes para a aula do dia, os encontrou em total histeria, chorando, gritando, dizendo que o demônio estava ali, que o demônio falou que determinado aluno iria morrer, etc. Ele desconhecia esse jogo, até então. Mas, acalmou os alunos dizendo que a fé em Deus é maior do que tudo, que eles se apegassem a Deus! Quando chegou em casa e me contou, identifiquei o antigo jogo do copo. E essas explicações que foram dadas acima, eu também as relatei. Como a maioria dos alunos é de religião evangélica, foi solicitado uma senhora que foi até a escola e os acalmou! Mas, nas escolas daqui do município, esse jogo corre de sala em sala.

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    1. Pelo que sabemos, Fátima, a brincadeira começou numa jogada de marketing. Tinha a ver com um filme lançado ano passado. A brincadeira viralizou nas redes sociais e foi se espalhando entre crianças e adolescentes, com pais e professores despreparados para lidar com as consequências.

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  2. Sobre esse modismo, tenho sugerido aos pais, educadores e espíritas em geral que abandonem a mania de por medo nas crianças, mas ao contrário, ensine-as sobre a mediunidade, claramente, sem floreios e sem insinuações amedrontadoras. Convide-as a ler O Livro dos Médiuns de Kardec. Deixem que leiam!Há Espíritos em todo lugar e se conectam com quem lhes abra espaço, exatamente como fazem as pessoas encarnadas. Ligam-se conosco pela forma como pensamos, o que é uma dica de que tipo de Espírito possa responder a esses chamados.
    O fenômeno é um fato real, mas saber o que é mediunidade, o que é a naturalidade de ser médium e quem pode ser o(s) Espírito(s) que se manifesta(m), é de suma importância para os que querem fazer experiências nessa área.
    Até mesmo para os que só agem levianamente, pelo modismo… que se forem bem orientados, poderão ser pessoas equilibradas em relação a sua mediunidade

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    1. O ideal seria buscar conhecimento seguro sobre esse ponto específico. Os pais e professores espíritas poderiam fazer diferença, esclarecendo sem floreios e sem aumentar o medo das pessoas… desde que tenham também estudado o assunto. Bjo, Cris.

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  3. Estranho, quer dizer deve existir uma explicação….tinha uma aluna na rede municipal, que dizia ver pessoas…um dia, (estava passando por um período bem conturbado na minha vida, acho até que minhas células estavam se transformando, em seguida tive um câncer de tireoide e ela ao voltar do recreio, olhou do meu lado e disse : “Cuidado Prof…um cachorro enorme quer morder você!”Ela olhava tão fixamente como se visse e as outras crianças ficaram sérias, ninguém levou na brincadeira, não entendia o fato, achava que era somente a espiritualidade da criança de 7 anos mais aflorada, ao ler o comentário acima me veio essa explicação…ela pode ter antevisto o que aconteceria em seguida!

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    1. Maria Izabel, grata por compartilhar. Há dois pontos distintos na percepção mediúnica: (1) o que realmente sentimos e (2) o modo como é interpretado. A criança pode ter captado a sua condição de saúde e a mente dela lhe ofereceu a visão de um cachorro enorme, ou seja, algo realmente sério que iria atingir a sua saúde. De fato, o câncer se manifesta primeiro em nível sutil, energético, antes de surgir no físico. Grata por compartilhar.

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