Espiritualidade e religiosidade

Li em algum lugar que, se você não pode transformar sua mente, você não está usando direito. Ou algo assim. Para mim, essa consciência de evoluir, melhorar-se como Ser, tem estreita relação com a ideia de espiritualidade.

Espiritualidade está relacionada com interioridade, profundidade e mudanças positivas de pensamentos e hábitos. Mas a forma mais frutífera de vivenciá-la é entender que ser Espírito é nossa essência e a origem do propósito de nossas existências terrenas.

Escrevi em Meditações para o Novo Milênio: “Espiritualidade é uma condição natural de todos os seres humanos. Hoje em dia, algumas pessoas já conseguem se perceber como Espíritos imortais Meditacoes-Para-o-Novo-Milenio-Vivenciando-a-espiritualidade-em-sua-vida-63972e agem conforme esta percepção, que amplia sua compreensão até a dimensão invisível da vida. Estão abrindo mão de satisfações egoísticas e momentâneas, em favor da alegria espiritual de participar de um bem maior.”

Mas algumas pessoas, equivocadamente, pensam ser possível viver a espiritualidade como se fosse um interesse, um dentre muitos aspectos da vida (família, cultura, vida social, profissão etc.). De fato, a espiritualidade é o centro da existência. É ela que alinha e dá sentido a todos os interesses e aspectos.

Um dos pontos que mencionei acima, é a profundidade. Leonardo Boff fala sobre ela de um jeito bem simples: “O ser humano capta valores e significados e não apenas fatos e acontecimentos. O que definitivamente conta não são as coisas que nos acontecem, mas o que elas significam para a nossa vida e que experiências elas nos propiciam.” Ou seja, vivenciar nossa espiritualidade significa aprofundar a visão dos muitos acontecimentos, integrando-os a um projeto evolutivo do Ser e de convivência com o próximo. Espiritualidade e superficialidade são incompatíveis.

Religiosidade, por outro lado, é a necessidade de ter uma religião formal, que pode estar ligada a uma vivência integral ou fragmentada, da espiritualidade. Jan van der Lans, no artigo Religion as a meaning system: a conceptual model for research and counseling, considera-a um aspecto que ajuda a encontrar propósitos de vida, gerar orientações perante os acontecimentos, comportamentos positivos e saudáveis perante situações vitais ou traumáticas.

Contudo, a religiosidade pode ser vivida como um apoio ou como um hábito, sem o componente da transformação interna. E este componente é, segundo entendo, o que de fato faz a diferença.

Quer dizer que você pode unir espiritualidade e religião, se sentir afinidade por um caminho específico. O próprio Boff, segundo consta, perguntou ao Dalai Lama qual é a melhor religião e ele teria respondido que é aquela que nos torna melhores, o que leva a supor a existência daquelas que não têm esse efeito. Tornar-se melhor, contudo, é se transformar positivamente, exercitar a espiritualidade com ou sem aderir a uma religião.

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