Passar pela porta estreita

A vida é um processo inteligente, com um sentido principal: conhecer-se. Tudo, do átomo ao arcanjo, caminha para consciência.

É algo que se pode decidir buscar. Mas, mesmo sem querer, somos levados ao aumento da consciência, por meios mais ou menos árduos, mais ou menos serenos, mais ou menos doloridos…

Primeiro, não é fácil, porque nós comumente olhamos e só conseguimos enxergar pelo nosso ponto de vista. Vemos parte e acreditamos poder enxergar tudo, o que nos leva a enganos e tropeços.

Também não é fácil, porque há lugares escuros e sombreados dentro de nós: hábitos que não sabemos como foram adquiridos; crenças que nunca expressamos, mas que nos movem; subterfúgios para acreditar que tudo está ótimo, quando os efeitos em nossas ações e nossa própria saúde, frequentemente, vêm mostrando que há algo a ser curado (leia-se “reconhecido e transformado”).

A vida é um processo que vai nos oferecendo oportunidades de autoconhecimento e transformação, de aumento de compreensão de nossa função cósmica. A consciência é o espectador mais ou menos desperto da vida que vivemos, incluindo percepção, registros e compreensão dos fenômenos do Universo e, também, fatos interiores.

Mas assim como o ponto de vista é a vista de um ponto (citando Leonardo Boff), o caminho de uma consciência em evolução é a porta estreita, pois nele só passa um de cada vez. E ninguém realiza a jornada de outro, e ninguém foge da sua própria caminhada para a melhor compreensão de si mesmo, para um novo estágio, com nova perspectiva.

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