Como começa o seu dia?

Um dia começa com o clarear do céu e o nascer do Sol, com aves se agitando. Em alguns locais, anunciado pelo canto do galo. Noutros, com os pescadores voltando do mar. Com o mugido de vacas sendo ordenhadas.

Mas onde o galo não canta e não se retira o leite, tem os noticiários da manhã, efeito dessa sociedade tecnológica que o homem inventou. E com a pressão de não sair de casa sem saber como vão as coisas, se o trânsito está mais ou menos lento, se vai esquentar o tempo, esfriar ou chover.

E como vão as tais “coisas”?

Na TV, tristes, duras e feias. Em sua participação no programa “Sempre um papo”, da TV Câmara, Lya Luft dizia que atualmente não se tem notícias, tem-se desgraças. Que seu filho e ela tinham encontrado um jeito de lidar com isso: ler o jornal somente após o almoço.

Hoje em dia, um novo ritual foi inventado: acordar e entrar no Facebook. Se for pra escolher entre as notícias e a rede social, na falta de mar e de vacas, fico com esta última.

Acho que tecnologia não substitui contato humano e, às vezes, é apenas um modo de NÃO estar com os outros, de tornar tudo superficial, enquanto que amizade, de fato, demanda tempo, construção, cultivo.

Acho que às vezes a velocidade do Face não ajuda, tudo passa muito rápido, montes de frases e imagens que nos agradam mas que, sem parar pra meditar, ficam esquecidas… e viciam. Mas isso já é uma questão de cada um, querer e saber lidar consigo.

Pois tem coisas boas. Tem o “bom dia” que posso desejar aos seres queridos. E isso me lembra que gente, mais que corpo, é vibração. Que vamos sentindo as ressonâncias e as dissonâncias, mesmo nos comunicando basicamente pela web. Vai ficando claro onde há sintonia e onde fortalecemos nossa convicção de que a verdadeira vida ocorre além da matéria e da distância.

E as coisas, portanto, vão bem. Gosto da definição de ‘coisas’ de William James, pra quem coisa é um tipo de relação figura/fundo, um resultado de “reparar nisto e ignorar aquilo”. Reparo na luz do Sol, nas árvores, no café quentinho, em crianças indo pra escola. No prazer de escrever, como agora.

Tenho perguntas. Quero encontrar as respostas da minha Luz e, não, as da minha sombra.

Tenho metas evolutivas. Quero ajuda para me transformar no melhor que posso ser, para mim e para os seres amados. Como escreveu Vimala Thakar:

“Nada na vida é trivial.
A vida está toda ali onde
a tocamos e sempre,
e um momento ou evento não é
menos sagrado que outro.”

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