Meu direito de ser como gosto de ser

O mundo da música e do rock’n roll é minha segunda casa. É onde me sinto à vontade, tenho muitos amigos, curto as canções, canto e danço. Mas como vários outros lugares, ele é meio misturado. E sempre se pode encontrar gente que acha que pode botar pra fora seu lado mais esquisito e obscuro.

Conviver num grupo significa reunir seres com origens, educação, hábitos e limites diferentes. Uma turma, um clube ou associação, um novo emprego, nos colocam em contato com pessoas que podem não ser e agir da forma com que estamos acostumados.

Mas a gente necessita do emprego. A gente ama a música, as pessoas.  E não vai parar com nada disso, só por que há algumas criaturas complicadas no meio.

Pessoas são universos.

Elas funcionam de um jeito próprio, coerente, embora nem sempre sejam compreendidas em detalhe.

Eu gosto de ouvir gente falando de família, da vida, dos afazeres, porque isso me permite adentrar um pouco esse universo, respeitosamente, para confirmar uma realidade: de que somos seres únicos e incomparáveis.

Já reparou que muitas vezes estamos conversando com uma pessoa e falamos como se elas estivessem no nosso universo? Como se elas olhassem da nossa perspectiva e tivessem tido a nossa experiência?

Bem, não é assim que funciona! Elas também estão em seu próprio mundo, o mundo dos seus familiares, lugares e valores. E é a partir dele que elas se sentam, nos observam e ouvem.

Na convivência existe, no entanto, a questão dos limites para os comportamentos aceitos ou não. E se esses limites são diferentes dos seus, e se essa pessoa frequentemente fala ou age de modo que lhe parece inconveniente, abusivo, impróprio ou até contrário à sua moral, a proximidade começa a ficar desagradável.

Então, é preciso dar uma selecionada, ser respeitoso com o outro mas, sobretudo, com seu próprio jeito de sentir e ser. Afinal, meu direito de ser como gosto de ser é igual ao do meu próximo. Na vida social, o que eu posso, ele pode. O que ele não deve, eu também não devo.

Uma coisa é compreender as pessoas. Aceitar as individualidades. Ser gentil e compreensivo. Outra, diferente, é compartilhar de seus comportamentos. Temos o direito de não querer ficar perto de quem costuma a estragar momentos bacanas.

Uma pessoa que fala de assuntos que você não aprova ou considera desnecessários; alguém que faz fofoca e denigre a imagem de outros colegas, que faz brincadeiras tolas ou perigosas, costuma nos deixar desconfortáveis, razão pela qual podemos tomar uma certa distância, evitar maior proximidade.

Agora, a grande questão é ver, em cada situação, por que é que você se incomoda. Se a outra pessoa tem tais atos ou palavras que o afetam, ou se você está apenas incomodado com suas roupas, seu jeito de falar, sua religião, seu tom de pele, suas tatuagens, seu sotaque… Enfim, se a origem do incômodo está realmente na atitude do outro ou no jeito que você pensa. E por que é que você se incomoda tanto. Pois, às vezes, é somente um preconceito a ser superado.

Se você mantém uma intenção limpa e o pensamento equilibrado, o Universo proverá você de amizades afins e situações de acordo com a sintonia da sua alma. Você encontrará conversas frutíferas e voas soluções para as suas dificuldades. Atrairá seres (espirituais e encarnados) que ajudam para o Bem e a Evolução.

Mas quanto à individualidade, ela é uma construção e um direito de cada Ser.

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