4 questões essenciais sobre a prática espiritual

1. Quem procura um caminho ou prática espiritual, espera obter realmente o quê?

O buscador sincero espera encontrar um caminho ou prática que faça sentido para si mesmo, dando-lhe a sensação de um progresso e de uma elevação na conduta e na sensibilidade, ampliando a paz íntima e a harmonia com as circunstâncias da sua vida.

O objetivo é o desenvolvimento espiritual. O QS (Quociente Espiritual), segundo Dana Zohar (Inteligência Espiritual), é medido pela profundidade, pela proximidade do centro e pela motivação da atividade, seja ela qual for, “seguindo a intenção mais profunda da minha vida e servindo, com consciência e dedicação, àquilo que realmente amo e valorizo”. O que nos leva à segunda questão…

2. Trata-se de uma prática exterior?

Somente se houver, nela, um sentido mais profundo a ser vivido e respeitado. Essa prática não é algo que simplesmente se acrescenta aos afazeres do dia, como a repetição de mantras ou orações e leituras mecanizadas de textos. O principal é a adoção de uma disciplina interna.

Como diz Chagdug Tulku Rimpoche, “não precisamos raspar a cabeça nem usar vestes especiais. Não precisamos sair de casa nem dormir em uma cama de pedras. A prática espiritual não requer condições austeras — apenas um bom coração e a maturidade de compreender a impermanência. Isso nos fará progredir.”

3. Devo então ser totalmente bom?

Ser bom é importantíssimo, mas é mais difícil do que se pode imaginar. Seja realista e procure ser humilde e honesto(a) consigo mesmo(a), para reconhecer as próprias dificuldades e assumi-las.

Ser bom não deveria jamais ser tratado como uma “obrigação”, mas como uma meta de nossa espontaneidade. “Ser totalmente bom, o tempo todo, é tão rígido quanto ser qualquer outra coisa o tempo todo. Há momentos em que é absolutamente certo e saudável ficar zangado ou sentir medo.” Deepak Chopra escreve isto, em O efeito sombra (Ed. Lua de Papel).

4. Basta querer para começar?

Sim, basta um querer sincero e determinado, isento de orgulho e vaidade. Como diz Calunga, “o Universo é um meio altamente permeável às intenções, e profundamente sensível às intenções seguidas de ações.” Encontre um caminho que lhe permita paz profunda, confie e siga. E ofereça compreensão e apoio aos demais caminhantes: “Quando você vive junto e encontra pontos fracos, ou erros no outro, tente evitar as criticas e de o seu apoio moral, ajudando-o(a) a erradicar essas deficiências ou erros.” (Paramahamsa Hariharananda)

 

Leia também: “A essência do caminho espiritual”, que publiquei em 2013.

 

Assista a esta linda fábula:

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