Todos somos médiuns e mediunidade não é um dom

Mediunidade é uma capacidade natural de todos os seres humanos. E algumas vezes, ela se manifesta de um jeito tão sutil, tão suave, participa de nossa vida tão naturalmente, que nem percebemos que ela está atuando, na forma de um pensamento confortador em momento de crise, de uma inspiração na hora de resolver uma dificuldade, num toque que cura ou alivia; ela às vezes surge com uma palavra de sabedoria ou com o reconhecimento da beleza e perfeição de um momento comum da existência.  Nesses casos, não a percebemos como sensibilidade mediúnica, mas acreditamos que seja uma simples ocorrência cotidiana muito feliz.

Para muitas e muitas pessoas, a manifestação da mediunidade em algum momento da vida na Terra será um meio de despertamento para a realidade espiritual. Para que elas ampliem seu campo de visão para além das questões terrenas e abracem um caminho de prática e aprendizados.

É comum, porém, ouvirmos que a mediunidade, essa sensibilidade que não apenas permite sentir a presença de espíritos, mas também possibilita que se comuniquem, é um dom, o que é uma interpretação equivocada. Ela não é “dom”, pois não é um presente para poucas pessoas, e nem é uma espécie de “graça divina”. É, isto sim, fruto de um desenvolvimento multimilenar do próprio espírito. E este, ao reencarnar, pode escolher que ela se manifeste de maneira mais evidente, com fenômenos visíveis, tanto para sua própria evolução, quanto para auxiliar as criaturas, no meio em que se encontre.

A mediunidade pode ser exercida com ou sem o transe mediúnico – aquele estado alterado de consciência em que um médium se desliga parcialmente das percepções imediatas da vida material para expandir a sensibilidade do mundo espiritual. No transe, a atuação de um Espírito fica mais patente, mas muitas pessoas simplesmente recebem intuições ou inspirações que aplicam para o Bem, na vida familiar ou na comunidade em que vivem, especialmente se mantêm uma conduta e bons sentimentos que as aproximem de bons Espíritos que também querem auxiliar.

Pois, como escreve Emmanuel em Nos Domínios da Mediunidade, “somos médiuns, dentro do campo mental que nos é próprio”. E, continua ele, fazemos isto “associando-nos às energias edificantes, se o nosso pensamento flui na direção da vida superior, ou às forças perturbadoras e deprimentes, se ainda nos escravizamos às sombras da vida primitivista ou torturada”. Isso, porque ela envolve afinidades e sintonia e porque cada ser sintoniza com aquilo que já traz em seu campo mental, emocional e, sobretudo, conforme sua moral.

Portanto, antes de pensar nela como um “dom”, ou “privilégio”, é mais apropriado considerá-la como sensibilidade e meio de comunicação que pode se tornar uma “oportunidade evolutiva”, mas cuja aplicação envolve imensa responsabilidade espiritual.

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