Como acabar com a corrupção

Temos vivido um tempo de descobertas importantes sobre a dimensão nunca imaginada que a corrupção atingiu, em nosso país. O Governo, por sua vez, tem adotado medidas que prejudicam, não somente a economia como, principalmente, a vida dos cidadãos. Isso faz com que nos sintamos abalados e injustiçados. E agora? Vamos ficar ainda mais pobres? Vamos ter que trabalhar até morrer?

Reclamar de uma situação, achar que ela é injusta, é uma espécie de negação interna. Lançar um problema para fora de si é um modo de não resolvê-lo. Este é um padrão comportamental do vitimismo: afirmar que sua vida não vai bem por culpa de outros.

O vitimismo não deixa você ver nada de bom em sua vida, porque isso significaria deixar de culpar os outros pela sua situação. Mas a “vítima”, além de ter uma perspectiva equivocada, comete também o equívoco de se vingar do outro em si mesma: ela não se vê capaz de fazer algo para melhorar.

Olhamos em volta e enxergamos injustiça social em seus diversos matizes. Ampliando o olhar, no entanto, a “injustiça social” torna-se apenas uma aparência, que encobre uma realidade espiritual mais profunda: a necessidade que temos de vivenciar situações que ampliem nossa consciência e resultem em aprendizado espiritual.

Em um nível de entendimento mais profundo, está tudo certo e cada um de nós está onde necessita, para evoluir.

Podemos, a partir desta perspectiva, olhar para tudo que está acontecendo mais profundamente e tirar algumas conclusões importantes.

Afinidade e sintonia

Nós nos afinamos com certos comportamentos e ideias. Pensando e agindo, nós sempre sintonizamos com padrões de energia e, por consequência, temos essa energia funcionando em nossa vida. Não se trata de classificar como o “Bem” ou o “Mal”, mas de compreender a nossa frequência vibratória.

Observe como todo mundo quer receber o que lhe é devido. Mas o número das pessoas que não gostam de pagar o que devem, mesmo quando têm com que pagar, também é significativo! São os caloteiros. Isso as coloca na situação de terem os pagamentos que lhe são devidos bloqueados ou dificultados, porque elas também dificultam e adiam a quitação das suas próprias dívidas. E esse tipo de pensamento cria uma reciprocidade, em que um padrão de comportamento mantém o outro e que sustenta a situação em que vivem. Para mudar esse padrão, é preciso mudar de atitude: tornar-se um bom pagador, arcar com os seus compromissos com satisfação e senso de equidade. Tratar o credor com respeito e honestidade.

Em se tratando de corrupção, ela se encontra em todos os níveis sociais e só muda de tamanho. Não é um privilégio dos políticos. Osho faz uma observação muito precisa a respeito, quando diz que “o poder não corrompe: são as pessoas corruptas que se tornam atraídas pelo poder. (…) O poder não as corrompe, ele apenas traz à tona a sua corrupção. A corrupção estava ali como uma semente; agora ela brotou. O poder só proporcionou a estação certa para ela brotar; o poder é a primavera para as flores venenosas da corrupção e da injustiça que existem em seu ser. O poder não é a causa da corrupção, mas apenas a oportunidade para a sua expressão.”

A política, então, acaba sendo essa oportunidade de expor a corrupção de cada um. Ela introduz a pessoa num meio onde tudo pode ter seu preço e onde se pode tirar vantagem de sua posição. Muitos dos que hoje acham absurda a situação da saúde e da educação no Brasil, porque precisam desses serviços públicos; muitos que ficaram desempregados ou faliram, talvez nem prestassem atenção à necessidade da população e dos trabalhadores, se pudessem lucrar com seu cargo e sua influência. Contudo, estão sentindo isso na pele, o que é um apelo do Universo para que se conscientizem e mudem.

Ou será que a mentalidade de “tirar vantagem” de qualquer situação, é exclusiva dos políticos? São eles os únicos a querer receber sem doar, colher sem plantar? Faturar uma graninha fazendo um favorzinho indevido, graças à sua posição, não é algo que acontece em todos os extratos sociais?

A corrupção cotidiana

Além disso, não vemos corrupção e mau uso do poder dentro das famílias? Nos relacionamentos? Nas relações de trabalho? No comércio? Existem nesses ambientes, situações injustas em que alguém se cala, para ter algum tipo de vantagem? Em que alguma regra é burlada ou alguém sai prejudicado, enquanto o outro se beneficia?…

Não há pais não subornam filhos, realizando seus desejos para ter a sua colaboração em certas situações? Relacionamentos em que o interesse é maior que o afeto, que um parceiro está sempre tentando obter algo do outro? “Amizades” calcadas no que alguém pode conseguir, só por estar perto do outro?

confucio

Sim! Existe uma corrupção endêmica em nosso país. Ela agora aparece entre escândalos, para que nos tornemos conscientes dela e dos prejuízos que ela espalha em nossas vidas, em todas as nossas vidas.

Não somos vítimas, somos participantes, porque nós a reconhecemos e, ampliando a consciência espiritual, nós percebemos seu lugar entre nós. Promover, facilitar ou aceitá-la é confirmar seu lugar onde estivermos,

Como todos os seres conscientes, porém, temos o poder de olhar para nós mesmos, decidir mudar e agir melhor do que antes. O Brasil pode olhar para si mesmo – como está ocorrendo agora -, assumir os seus atos equivocados e solucionar os problemas existentes. Mas as pessoas, individualmente, é que precisam tomar atitudes para evoluir, para que o país se aprimore enquanto comunidade de seres espirituais.

Somente quando deixarmos de aceitar a corrupção como parte do nosso sistema, começando em nosso íntimo, em nosso casamento, em nossa casa, em nossa família, é que poderemos nos livrar dela, em nosso país e em nosso mundo. O momento da crise pode ser a nossa chance de dar um passo importante para as melhorias na política e nas instituições brasileiras, por meio da qual todos os brasileiros serão beneficiados.

 

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Estaremos de folga nas próximas duas semanas. Desejamos excelente Final de Ano a todos os nossos seguidores e leitores. Retornaremos em 2017.

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