Desapego: dinheiro não compra tudo

Algo que a mídia digital faz o tempo todo é nos induzir a comprar coisas. Antigamente, tínhamos “intervalos comerciais”. Agora, a publicidade está em todo lugar, piscando suas luzes atrativas diante de olhares despreparados. Fazendo pensar que queremos coisas, que precisamos delas. Mas, precisamos realmente?…

Estou me propondo a olhar por cima desse muro de estímulos consumistas, e convidando você pra olhar comigo.

Vamos falar de desapego. Sei que há uma certa resistência inicial à ideia de desapego, que  o senso comum entende como “viver com pouco”, “viver sem posses materiais”. Mas de fato, o sentido do desapego está em aprender a “viver com o suficiente”. A não almejar mais que isso e, portanto, economizar e aproveitar melhor o tempo que gastávamos lutando para ter coisas de que não precisamos. E mesmo esse suficiente, não é algo a que nos prendemos…

Como você saberá que não precisa de algo ou não? Compreendendo a verdadeira natureza da felicidade. Observando o que realmente lhe faz bem e lhe traz paz.

Observe a satisfação que surge de momentos e coisas que o dinheiro não compra. A alegria de sentar-se diante do mar e esperar o entardecer. Um Whatsapp carinhoso no meio do dia.

Eu, por exemplo, sempre encontrei grande prazer em estudar. O fruto do estudo é algo impossível de ser comprado.

Se eu quero aprender uma língua nova, eu não compro isso. Eu posso pagar um professor caro, uma escola conceituada. Mas pagar por isso não vai mudar o fato de que preciso de tempo para aprender, tempo para praticar.

E também não adianta encontrar esse tempo, se eu não tiver vontade, dedicação e esforço. Talvez seus amigos estejam indo agora se divertir em algum lugar e você esteja estudando para uma prova ou escrevendo uma tarefa. Então, além de dinheiro, tempo e vontade, você precisa de algo que o faça ver além do momento presente. Que sustente seu propósito e o leve até seu objetivo. E é isso que permite avaliar a importância das coisas que temos.

Onde há uma realização admirável, houve antes uma decisão, confiança, coragem. Houve um pouco de inspiração e uma boa dose de trabalho. Nada que se compre em lojas.

Outra coisa que não se compra é a fé, como lembra Sri Prem Baba, líder humanitário e fundador do movimento Awaken Love, “a fé não se doa nem se compra. A fé se cultiva”, diz ele.

A fé é fruto da razão aliada à experiência, que vai consolidando dentro de nós uma convicção do propósito superior da vida e de que existem razões para as coisas serem como são, certeza da bondade das leis que regem o Universo.

Sri Prem Baba observa ainda: “Quando, em determinada situação negativa, você se pergunta: ‘por que eu precisei passar por isso?’ isso indica que você está se afinando com os códigos divinos da autorresponsabilidade, mesmo que não seja possível ainda se responsabilizar completamente. Para poder assumir completa responsabilidade, é preciso acessar o canal da divina compreensão e esse canal está no nível da alma, portanto não pode ser acessado com a mente ou com o ego.” Você também não pode pagar em dinheiro para se eximir da responsabilidade espiritual que assumiu, com suas escolhas e atos, mas pode ampliar sua Inteligência Espiritual e ampliar sua compreensão, trilhando um caminho com mais consciência.

Aprender a viver melhor é uma decisão diária, assim como ser feliz é uma decisão diária. Não se trata de não ter coisas, trata-se de usufruir realmente do que se tem, com proveito intelectual e evolutivo, porque os objetos têm uma utilidade ou um sentido para você. Eles o ajudam a desenvolver-se, não entopem seu armário nem ocupam seu tempo desnecessariamente.

Vai pensando aí, nas coisas importantes do seu dia a dia, que você não poderia comprar, nem que quisesse, nem que tivesse milhões de dólares no banco. Se lembrar de uma ou mais, escreva nos comentários, OK? Abraço!

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