Cada vez que você se vê diante de alternativas no seu dia ou na sua vida, experiências anteriores ficam lá, nos bastidores, dando palpites e apontando o seu dedo para um determinado lado. Você pode perceber isto ou não.

Grande parte das nossas escolhas é fruto dessas experiências passadas que impressionaram nossa mente inconsciente e definiram algumas situações, pessoas e coisas como boas e desejáveis, enquanto outras são ruins e devem ser evitadas.

Experiências desagradáveis ou traumatizantes de aprendizado podem ter se fixado em seu inconsciente, fazendo com que rejeite a ideia de aprender. Escola e professores chatos são exemplos disso, mas não só.

Aprender permite pensar mais amplamente, adquirir habilidades que impulsionam a sua vida para um estágio melhor. Ou seja, aprender tem ótimas vantagens.

Mas, às vezes, a sua mente escolhe não aprender! Isso! Ela escolhe frear seu desenvolvimento num determinado setor ou assunto, ela se contenta ou tem preguiça.

Mas por quê, Rita? Porque existe dentro de nós um outro mecanismo que também pertence à mente e que deseja a automatização de certos movimentos e reações, em favor da economia de esforço. A mente tenta obter mais resultado com menor trabalho, então ela reage com um padrão, sem lhe oferecer a série de razões pelas quais fez isso. Ela aceita ou rejeita, sem explicação.

Esse mecanismo faz parte do seu sistema, do meu sistema, e visa aumentar a eficiência dos processos mentais. É por essa razão, por exemplo, que automatizamos uma série de comportamentos e os transformamos em hábitos: para não ter que realizar todos os passos que eles envolvem, se forem conscientes.

Atletas e motoristas treinam a mente para fazer coisas sem que precisem dar total atenção aos processos. Eles automatizam as reações da mente, inconscientizando um processo que já foi aprendido.

Ocorre que o hábito pode ser uma armadilha, se é um hábito prejudicial, que escraviza você a um modo de vida menor e mais pobre que o seu potencial… Você se esqueceu de quem é e qual o seu propósito na Terra.

Como saber se você está estacionado ou progredindo em experiência e aprendizagem?

Primeiro, verifique como reage à oportunidade de aprender – especialmente se significa estudar e se dedicar. Isso lhe parece bom e desejável? Ou prefere “deixar para lá” e fazer outra coisa?

Segundo, observe a sua jornada na Terra como uma viagem. Uma viagem implica duas noções básicas: a certeza de que a estrada leva aonde quer chegar e a sensação de estar caminhando.

A vida é uma jornada para o melhor que você pode ser. Você está indo para lá? Tem feito escolhas nessa direção?

Não adianta, porém, apenas estar na estrada certa, se está parado no caminho. Então você pergunta: como saber se estou caminhando ou se estagnei? Simples! Você sabe que está caminhando quando sente que está aprendendo algo e se tornando um Ser melhor e mais sábio, durante a jornada. Eis a importância do aprender, em todas as vidas. E esse prazer de aprender vai movendo você adiante.

E depois do aprender, vem um novo movimento, que é quando o seu conhecimento e experiência começam a se juntar em sua mente com outros pensamentos, ou se juntar de um jeito novo, produzindo ideias novas. Por isso, o auge do processo de aprendizagem é a criatividade!

Você sente isso, diante da sua vida? Sente que está progredindo, aprendendo e se tornando criativo? Ou a sua vida vem sendo aquela mesmice cotidiana, sem graça, sem desafio, só acomodação e desânimo?

Aprender, embora seja um movimento natural da alma, é impulsionado pela consciência. Porque a liberdade do ser é tão ampla, que você pode parar onde está e ali ficar, até por milênios, atrasando sua caminhada espiritual. E o Universo, nesse caso, vai respeitar seu tempo e sua intenção, mas vai mandar estímulos evolutivos – desafios, problemas, decepções etc. Ele vai promover a sua evolução de um jeito ou de outro.

Então, se a vida quer ajudar você a se transformar, aceite e auxilie. Se aparecer conhecimento relevante em seu caminho, abra sua mente para ele. Solte tudo aquilo que prende você, para abraçar o que liberta.

Publicado por ritafoelker

Filósofa, palestrante e jornalista. Escritora reconhecida nos temas: espiritualidade, inteligência emocional e educação, publica livros desde 1992. Faz palestras no Brasil e no exterior, realizando sua formação com Roberto Shinyashiki / Instituto Gente.

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