Já escrevi aqui sobre o que nos motiva a fazer o que é certo. Agora, quero escrever sobre algo que nos motiva a fazer potencialmente qualquer coisa!

Você assiste a um comercial de carro ou vê uma foto, muito boa, de uns brigadeiros. Isso pode mexer com você de um modo especial. Ativa um estado de tensão chamado DESEJO.

Quando o sentimos, ele parece puro e primário. Afinal, nasceu dentro de nós. Mas aquilo que desejamos recebe grande influência do meio, das mídias, que têm um efeito poderoso sobre o que sentimos e como nos comportamos.

Exemplo: Por que pagar milhões à Fátima Bernardes, pra falar sobre presunto? Porque ela é bonita, simpática e tem credibilidade. Sendo assim, estamos predispostos a acreditar no que ela diz ou mostra. Quando estivermos diante do balcão de frios do supermercado, há boa chance de nos lembrarmos disso e levar o presunto da marca anunciada por ela.

Por isso a propaganda sempre busca se associar às nossas crenças positivas, aos nossos sonhos e aspirações. Para obter de nós uma ação específica: pagar para ter aquele produto.

Mas nem tudo que desejamos pode ser comprado. Sempre podemos desejar coisas que serão ótimas para nós, que nos ajudarão e que, talvez até, beneficiem muitas outras pessoas. E podemos desejar coisas que nos arrastam para dificuldades, doenças e sofrimento. Quer dizer que o desejo pode ser um caminho ou uma cilada.

E a melhor forma de lidar com isso é saber querer – embora as decisões cotidianas, por mais conscientes que sejam, não tenham como ser absolutamente garantidas. Afinal, errar e acertar fazem parte do processo evolutivo da alma.

O que nos ajuda a acertar mais e errar menos? Ampliar a compreensão da realidade e refletir sobre nossos desejos e as suas possíveis consequências. Talvez tenhamos nos acostumado a agir sempre obedecendo – a uma religião, uma ordem materna, uma tradição, um impulso – sem analisar. E talvez isso tenha embotado nossa clareza de pensamento, nossa lucidez. Mas nosso poder de discernir melhora com o exercício e, principalmente, quando estamos espiritualmente conectados.

Podemos pensar que o desejo é ruim, por vir de uma falta. Mas se o vemos como força interior que nos impulsiona para nosso melhor, ele é realmente algo pra se dar valor e aproveitar. Assim como a necessidade, a curiosidade. Apenas tenha bem claro, quem manda nele.

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* Durante o mês de julho,  você poderá rever alguns posts do blog Vidas Inteligentes. Retomaremos as publicações inéditas em agosto.

Publicado por ritafoelker

Palestrante, filósofa e jornalista. Escritora reconhecida nos temas: espiritualidade, inteligência emocional e educação, publica livros desde 1992. Faz palestras no Brasil e no exterior, realizando sua formação com Roberto Shinyashiki / Instituto Gente.

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