Energias e transmutação

Quando as trocas energéticas se tornam difíceis, insatisfatórias e doentias, é pela energia que as pessoas e/ou espíritos envolvidos no sistema estão emitindo e recebendo.

Rigidez de pontos de vista, competitividade mal utilizada, ilusão de superioridade, ciúmes, inveja e rejeição são padrões de troca energética difíceis e cansativos, que nos custam energia não só por existirem, mas para serem mantidos. Por quê? Pela quantidade de concentração da mente e foco que eles atraem e que poderiam ser utilizados para finalidades melhores e mais frutíferas. Pelos estados emocionais que são gerados e sustentados.

Mas um sistema não vive só de trânsito de energia. Nós também retemos, em nosso organismo físico-energético, energias pesadas e estagnadas, pela persistência em pensamentos e sentimentos correspondentes ou por estados emocionais complicados.

Observe a importância do que Sri Prem Baba diz aqui: ““Nesse momento que estamos atravessando, no qual o mal está fortalecido e bem organizado, você precisa estar muito atento para não ser instrumento dele. O mal começa te usar, na grande maioria dos casos, através da reclamação. Ele tira a sua visão do belo e do sagrado e você começa a ver somente a feiura da vida; começa a ver defeito em tudo. Nessa hora, fique atento para não começar a reclamar porque facilmente você leva o outro para o mesmo caminho. Dessa forma, você vai se afundando cada vez mais.” Este é um típico estado doentio que pode se estruturar num sistema de trocas doentes.

Essas energias, que você retém e libera no sistema, têm a ver com a percepção restrita, imperfeita, da realidade. Eu ainda vou voltar a falar dos níveis de embaçamento da realidade, mas hoje vou focar nas duas formas indiretas de percepção representadas pela atividade mental e os reações emocionais.

O físico David Bohm observa que: “O pensamento está criando divisões fora de si mesmo e depois dizendo que elas estão lá naturalmente.” “Eu sou assim, você é assado.” – é um bom exemplo dessa divisão fictícia. “Eu sou bom, você é ruim.” E o próprio pensamento desenvolve e nutre  esse ponto de vista, dizendo que essas divisões são coisas reais aconteceram. Elas começam sem que se perceba e, de repente, é como se elas tivessem chegado lá sozinhas, por si mesmas, ou evoluíram na natureza por si mesmas. Esse é um erro que o pensamento faz. Produz um resultado, e então diz, eu não o fiz; o problema está lá e eu tenho que corrigi-lo, a distinção está lá e eu preciso me posicionar a respeito… Esse pensamento é um desvio da realidade.

Mas você não pode evitar pensamento e emoção, O que você pode é ficar atento ou atenta. Esteja atento/atenta com as pessoas tóxicas, por exemplo. Se não puder contribuir nem vibrar o Bem, é melhor tomar distância. Normalmente somos capturados pela irritação e negatividade nos momentos de desatenção. E nesses momentos, nós nos tornamos um a mais a engrossar a onda de perturbação do ambiente. Então é preciso buscar a consciência mais elevada no silêncio interno e na certeza da cura, acima de tudo. 

O acúmulo de energias cria focos de doença que podem se expressar no corpo físico, na forma de dor, alergias, baixa imunidade, gastrite, hipertensão, constipação intestinal, má digestão, enxaqueca…

Agora, essas relações, essas trocas podem ser curadas. Os relacionamentos podem ser curados. A cura dos relacionamentos ocorre apenas em um lugar: no íntimo das pessoas, nas suas formas de ser e agir, na sua visão renovada da vida e nos sentimentos que vão se transmutando.

Você pode dizer que não liga pra filosofia ou ideologia. Mas tudo que fazemos é fruto de uma filosofia ou ideologia. E você não consegue se desgrudar delas, nem se for um ermitão. Então, quando começa a ficar consciente disso e de como isso afeta o seu mundo, vida e felicidade, você pode perceber se é bom ou ruim, se é saudável ou doentio… e mudar, se quiser! Mas essa mudança só pode começar dentro de você e de cada ser inteligente e consciente – em nenhum outro lugar!

 

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