Matrix e os modelos mentais*

Cada um de nós vive no mundo de sua mente

Matrix (1999, o primeiro e melhor deles) é um filme que continuam reprisando e que continua fascinando plateias.

Ele tem os ingredientes de filmes de sucesso, incluindo efeitos e ação. Mas o que ele aborda, a meu ver, é um aspecto bem sutil da existência humana. Os modelos mentais.

O filme

Entendo que ele tem três pontos decisivos.

O primeiro é o do combate com Morpheus (Lawrence Fishburne), uma combinação de artes marciais em ambiente virtual em que Neo (Keanu Reeves) termina fisicamente ferido.

O segundo ocorre na antessala do pequeno apartamento de Oracle (Gloria Foster), onde um menino (sugestivamente vestido como um monge) brinca com a forma de uma colher e, quando Neo não consegue modificá-la, a resposta é compreender que “não há colher”.

O terceiro é o do confronto com os atiradores em que Neo simplesmente para as balas, antes de atingi-lo. Numa cena anterior, no terraço de um prédio, ele havia desviado dos tiros, mas agora ele ultrapassa seus conceitos anteriores e acontece um tipo de “iluminação”, onde ele realmente percebe que aquele momento é criado por um programa que está rodando. A verdade é que “não existem balas”…

Tudo é sobre um modelo mental: um modo de “saber” como a realidade funciona e o modo como isso condiciona comportamentos.

Percepção e realidade

Nossa percepção do mundo é um modelo mental, feito de pequenos modelos mentais de objetos e situações que compõem um conjunto complexo a ponto de nos convencer de que o que pensamos é absolutamente real.

É árduo, o processo de compreender que a realidade não é o que está na nossa cabeça. Desse modo, se consegue transcender o modelo.

Em sentido inverso funciona um programa de computador com uma “interface intuitiva”. Ele reflete o modo como a nossa mente funciona, para facilitar o uso. Não vou seguir por esse assunto agora, só lembrar que Matrix era assim, intuitiva. Descobrimos em Matrix Revolutions (2003) que a versão original do programa, em que a vida era maravilhosa e todos eram felizes falhou (não convenceu?) e então o Arquiteto criou outras, até chegar àquela que era baseada em aspectos da psique humana, na qual as pessoas possuíam vidas que eram capazes de aceitar e em que podiam crer…

O professor Donald Norman entende que um modelo mental é um conjunto de crenças sobre como o sistema funciona e dentro do qual interagimos com a realidade.

Talvez a vida virtual nos atraia tanto na medida em que ela corresponde ao que esperamos e cremos. Nesse sentido, ela de certo modo confirma o sentido do “domínio do simulacro”, de Baudrillard, a ideia de que é possível passar a viver numa simulação do mundo que é tão eficiente, a ponto de não mais sabermos o que é real ou não.

O fato é que cada um de nós vive no mundo de sua mente, desafiado pelas circunstâncias da vida exterior a ampliar seu entendimento e melhorar suas ações. Por isso, as aparências enganam: porque nossos modelos são imperfeitos. Por isso, somos surpreendidos por notícias e fatos que chocam e contradizem o que pensamos.

Num curioso experimento apresentado no programa “Truques da Mente” (NatGeo) foi pedido a um grupo de estudantes universitários que desenhassem uma bicicleta. Poucos desenharam uma bicicleta capaz de rodar e fazer curvas. Mesmo considerando a dificuldade com desenho, a capacidade de observação da realidade é testada dessa forma e revela que nossa ideia sobre as coisas é diferente de como elas são de fato.

E para mim é muito claro que essa construção mental complexa nos faça eventualmente sofrer. Neo sentiu falta de ar e até sangrou, na luta com Morpheus.

Então, antes de ficar muito ferido(a), é melhor perguntar “o que é real?”…

Ou antes, “qual programa você está rodando?”…

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“Um único passo não forma um caminho na terra, então um único pensamento não formará um caminho na mente. Para fazer um caminho profundo e físico, devemos andar vez após vez. Para fazer um caminho mental profundo, devemos pensar vez após vez sobre os pensamentos que queremos que dominem as nossas vidas.” (Henry David Thoreau)

“Finalmente, irmãos, tudo o que for verdadeiro, tudo o que for nobre, tudo o que for correto, tudo o que for puro, tudo o que for amável, tudo o que for de boa fama, se houver algo de excelente ou digno de louvor, pensai nessas coisas.” (Filipenses 4:8)

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* Republicado de Ciência do Invisível.

Foto destacada: Divulgação

Mente egoica e mente espiritual

Este é um conto que fala sobre etiquetas de roupa. “Ah! Etiquetas de roupa?!” – você vai perguntar. “Mas que importância pode ter isso?”

Bem, etiquetas de roupa são coisas que estão conosco o tempo todo, nas gavetas, nas roupas que vestimos. Mas nós não olhamos pra elas. Nem nos lembramos delas, a não ser que sejam aquelas que cutucam ou dão alergia.

E comumente pensamos que etiquetas servem somente para saber a marca e o tamanho daquilo que estamos comprando. (Embora elas também tragam informações sobre de que tecido é feito e de como lavar sem estragar.)

Mas se acabar a energia elétrica ou se acordar no escuro, você vai descobrir que etiquetas têm uma função a mais. A de ajudar você a se vestir corretamente porque elas são percebidas pelo tato e, não, pela visão!

Eu vejo aqui uma metáfora para Deus ou para a Espiritualidade. Deus está ali ao lado, o tempo todo. Ele toca você. Se você prestasse atenção, você perceberia. Mas como Deus é discreto – impossivelmente discreto, embora para ele nada seja impossível – você pode evitá-lO. Até que se torna importante ou necessário.

A percepção de Deus ou da Espiritualidade é esse estado íntimo de segurança e confiança na Vida. Leonard Cohen, o compositor de uma das músicas mais clássicas do mundo contemporâneo chamada “Hallelujah”, disse numa entrevista: “Um estado de graça é esse tipo de equilíbrio no qual você cavalga o caos que encontra ao seu redor. Não é uma questão de resolver o caos, porque há algo arrogante e bélico em colocar o mundo em ordem”. Essa entrevista foi publicada na revista McLeans, em outubro de 1966.

Mas para entender isso, é preciso sair da mente egoica e começar a enxergar com a mente espiritual.

A mente egoica é representada por pensamentos limitados, preocupações de todo tipo. Em geral, a respeito de como as coisas vão ficar bem e dar certo PRA VOCÊ. A mente egoica não é realmente sua amiga, porque ela cria problemas que não existem e preocupações desnecessárias, ela é extremamente resistente ao que pode ameaçar sua noção pessoal de bem e de felicidade, embora, no correr dos anos, você observe que ela jamais consiga estar realmente bem ou feliz…

Para a mente egoica, é muito difícil admitir alguma realidade maior que o Ego.

A mente espiritual, por outro lado, é constantemente segura e serena. Ela não se agarra às coisas e nem sente necessidade de segurar nada, porque tudo o que ela precisa está nela própria, no que aprendeu, no que cultivou interiormente em forma de bons sentimentos e aceitação.

Enquanto a mente egoica se distrai com necessidades inventadas, a mente espiritual foca no que é realmente essencial. E sua atitude constante reflete a consciência de que circunstâncias são passageiras, pois o que se leva é apenas o ensinamento e a virtude conquistados pelo caminho. E, assim sendo, tudo está sempre em ordem.

Essa consciência, a consciência de Deus, surge então como aquela etiqueta quando você quer se levantar de madrugada mas não quer acordar quem dorme no mesmo quarto. Ela vira o objeto da sua busca e da sua plena atenção, naquele momento.

Mas no caso de Deus, se você mantiver a percepção de sua presença e a confiança nos propósitos da Vida o tempo todo, ele também vai continuar lhe dando aquela sensação de calma e alegria.

 

Como saber se uma pessoa é realmente espiritualizada?

Num post anterior, eu propus uma reflexão sobre o orgulho. O orgulho é fruto de um conjunto de crenças estabelecidas e que participam de nossa vida no cotidiano, mas participam de modo oculto. Comumente nem sabemos que pensamos daquele jeito. Mas vivemos segundo essas crenças e isso nos influencia enormemente.

aymara_capa_siteSegundo Aymará, em Jornada Espiritual, “a cada pessoa é concedido viver entre as grades de suas crenças, a fim de experimentá-las. Conhecê-las, encantar-se ou amargá-las durante o tempo necessário”.

Podemos contudo, aprender a reconhecê-las, podemos conversar com elas e escolhê-las. A Inteligência Espiritual nos auxilia nisso.

Nos meus estudos, escritos, palestras, dediquei muitas falas e textos à questão das nossas crenças e onde elas nos colocam em relação à nossa família, instituição, profissão, sociedade e ao planeta, tudo partindo sempre do modo como vivemos nossa vida pessoal e atribuímos valor a certas ideias e comportamentos.

A teoria da Inteligência Espiritual que vem sendo elaborada atualmente é consequência da Teoria das Inteligências Múltiplas, publicada na década de 1980. As inteligências múltiplas, por sua vez, podem ser consideradas de um ponto de vista científico materialista.  Nesse sentido, a Inteligência Espiritual seria aquela que lida com a noção de que somos Espírito, mas que seria equivalente, estaria no mesmo nível das demais inteligências (como a inteligência emocional ou a lógico matemática, só para citar as mais conhecidas). Segundo Dana Zohar, esta é a inteligência que nos permite aprender flexibilidade, lidar com experiências negativas, enfrentar os medos e a dor, além de encontrar propósitos de vida e sermos inspirados por valores e ideias elevadas, escolhendo com mais lucidez a direção de nossos passos.

Eu, contudo, entendendo que a dimensão espiritual é o ponto de partida e a razão de ser de nossa vida material, entendo também que a inteligência espiritual é o centro em torno da qual todas as demais inteligências gravitam e que, quanto mais estas se iluminam pela inteligência espiritual, mais a vida se torna equilibrada, harmoniosa e produtiva, do ponto de vida do progresso pessoal e espiritual.

Um dos efeitos práticos da Inteligência Espiritual desenvolvida, no que se refere ao dia a dia e às nossas crenças, é não permitir que um problema numa dimensão da vida contamine as outras dimensões… Afinal, nossa existência envolve questões de ordem pessoal, relacionamento, saúde, profissão, dinheiro e família. Se não percebermos que, espiritualmente, podemos olhar para todos esses setores a partir de uma perspectiva elevada, vamos ficar perdidos entre nossos problemas, levando as crises da família para o trabalho, perturbando nossos momentos de intimidade e descanso com questões da profissão. Mas olhando tudo isso de mais alto, podemos cuidar melhor de nossa interioridade, delimitar o alcance de nossas preocupações e haurir forças em outros aspectos da vida que estão fortalecidos, como a família, o relacionamento ou a saúde. Isso não é bacana?

Esta atitude perante a vida é a principal característica de uma pessoa espiritualizada. Ela também tem  uma percepção realista e humilde de si mesma, porque aprendeu a reconhecer o seu Ego e também procurar gerir suas emoções e pensamentos a partir de um elevado senso de propósito e conhecimento dos aspectos invisíveis da realidade.

Então, você pode reconhecer uma pessoa espiritualizada, aquela com um alto desenvolvimento da Inteligência Espiritual, porque ela abandonou certos hábitos como competir, como ter razão sempre,  como impor suas opiniões e crenças aos outros. Essas são armadilhas do orgulho de que falei aí em cima, oculto, disfarçado para a própria pessoa mas frequentemente visível para quem está perto.

Ao contrário do que você pode imaginar, a pessoa espiritualizada não é aquela pessoa que pratica meditação ou yoga, nem aquela que usa cristais ou baguás, que virou vegetariana ou vive repetindo palavras como “namastê” ou “gratidão”. Estas podem ser buscadoras sinceras, mas estão no caminho e não necessariamente atingiram a meta da autotransformação.

Os seres humanos são muito bons em escolher aparências e tons de voz que demonstrem gentileza e serenidade, sem que essas características brotem da mais profunda interioridade do seu ser, sem que elas sejam constantes. Então não se iluda. Revise suas crenças. Procure detectar as armadilhas do orgulho para não mais cair nelas. E aproveite para rir um pouco com o vídeo a seguir!

Ser humilde é bem mais fácil

Estava ao mesmo tempo pesquisando para escrever este artigo e agindo por curiosidade pessoal, enquanto procurava relacionar algumas desvantagens do orgulho. Porque se ele é uma espécie de cegueira ou de miopia – O evangelho segundo o espiritismo fala em “catarata” – que distorce as coisas para as quais olhamos e também a nossa própria imagem, é quase certo que o orgulhoso não consiga enxergar claramente as dificuldades que o orgulho lhe acarreta.

Calunga, o querido amigo espiritual, apresentou algumas. Diz ele: “O orgulho vai fazer você perder totalmente a isenção do discernimento. O orgulho vai impedir de pedir desculpas, mesmo quando lá no fundo você sentir que está errado. E vai fazer você viver como um ser diferente daquele que você é”.

Discernimento é um instrumento muito importante para nossa orientação e decisões na vida. O filósofo e escritor indiano Jiddu Krishnamurti em Aos pés do mestre, adverte que ele “deve ser exercido entre o bem e o mal, o importante e o não importante, o útil e o inútil, o verdadeiro e o falso, o egoísta e o desinteressado”. Pense nas mentiras que tomamos por verdades, no mal que consideramos como bem, e pense nas possíveis consequências.

Fiquei imaginando as coisas desimportantes que ele, o orgulho, nos faz considerar importantes, e o esforço inútil que é despendido em obtê-las, quando poderíamos fazer algo útil (mas falta discernimento!). O jornalista Emile Henry Gauvreay observa com perspicácia que: “Construímos um sistema que nos convence a gastar dinheiro que não temos, para comprar coisas de que não precisamos, para criar impressões que não vão durar em pessoas para quem nem ligamos”. Vê-se que o orgulho, além de nos impedir de discernir, ainda nos faz trabalhar e lutar por objetos e satisfações que se mostram vazias e ilusórias.

Bom, até aqui falamos de “coisas externas”…

Mas depois, ao olhar para nós mesmos, segundo Calunga, não reconheceremos ter falhado ou nos termos equivocado, se o orgulho não permitir. Sempre nos daremos razão, porque admitir erros, para o orgulho, equivale a diminuir-se. E como ele, alterando nossa visão, modifica nossa ação segundo o que ele nos permite ver, não conseguiremos ser nós mesmos. Perderemos nossa espontaneidade!

Mas acontece que “quem tem medo dos erros cometidos é o orgulho tagarelando na sua cabeça. O orgulho não gosta de errar e não gosta de ver que errou. Ele vai se doer todo, se tiver que aceitar a verdade. Já a humildade não dói…”, afirma o amigo espiritual.

O orgulho, além do mais, já provocou outras confusões sérias, de efeitos terríveis. Lemos no capítulo 7 de A gênese, de Kardec, que o orgulho fez com que o ser humano afirmasse terem sido os animais criados por sua causa e para satisfação de suas necessidades. Um equívoco que ainda convence muitas pessoas atualmente. Um pouco de clareza mental, contudo, leva a um raciocínio: o de que o número dos animais que têm alguma serventia para os seres humanos é ínfimo, perante a quantidade daqueles com os quais ele nunca se relacionou nem vai se relacionar. “Como se pode sustentar semelhante tese, em face das inumeráveis espécies que exclusivamente povoaram a Terra por milhares e milhares de séculos, antes que ele aí surgisse, e que afinal desapareceram? Poder-se-á afirmar que elas foram criadas em seu proveito?”

Bem, continuando com nossa listinha de desvantagens, o orgulho também impede os ganhos da aprendizagem, sendo um fator de manutenção da ignorância. O capítulo 15 também d’A gênese, menciona o orgulho dos fariseus, afirmando que eles consideravam sua inteligência superior à dos demais e não aceitariam uma observação de uma pessoa do povo. Isso nos lembra de uma ideia inteligentemente oposta, a de Cora Coralina, que diz: “O saber a gente aprende com os mestres e os livros. A sabedoria se aprende é com a vida e com os humildes”.

O orgulho também, junto com o egoísmo, pode levar a prejudicar os semelhantes. No capítulo 18 d’A gênese, lê-se: “Enquanto o orgulho e o egoísmo o dominarem, o homem se servirá da sua inteligência e dos seus conhecimentos para satisfazer às suas paixões e aos seus interesses pessoais, razão por que os aplica em aperfeiçoar os meios de prejudicar os seus semelhantes e de os destruir.”

Passando para outro livro, chegamos a O céu e o inferno, onde textualmente lemos que “o orgulho é o inimigo da felicidade. É dele que promanam todos os males que acometem a Humanidade e a perseguem até nas regiões celestes”. Ou seja, além de não deixar discernir, promover a ignorância, prejudicar o próximo e impedir a felicidade, ele ainda acompanha a criatura até a outra vida!!!

Em O evangelho segundo o espiritismo, capítulo VII, Kardec observa que o orgulho é um ato de revolta contra Deus. Como um dos problemas que acometem nossa visão – falamos de cegueira e miopia –, no mesmo capítulo está escrito que “o orgulho é a catarata que tolda a visão. De que vale apresentar a luz a um cego? Necessário é que, antes, se lhe destrua a causa do mal. Daí vem que, médico hábil, Deus primeiramente corrige o orgulho”.

O que é um fato, pois decorrente do probleminha de visão, é que desde que “o orgulho se mostra indulgente para com tudo o que o lisonjeia”, ele também não lhe permite observar a falsidade e a hipocrisia, alegrando-se com a lisonja e os falsos elogios.

“O orgulho é o terrível adversário da humildade.” “O orgulho, eis a fonte de todos os vossos males.” “O orgulho é sempre castigado, cedo ou tarde, pela decepção e pelos malogros que lhe são infligidos.” São outras afirmações pertencentes às obras de Kardec sobre o mesmo tema, que nos deveriam deixar de sobreaviso perante suas investidas.

E até o momento ainda não eu nada escrevi sobre as ciladas que o orgulho reserva especificamente aos médiuns. O livro dos médiuns inclui os médiuns orgulhosos entre os médiuns imperfeitos (item 196), definindo-os como aqueles que “se envaidecem das comunicações que lhes são dadas; julgam que nada mais têm que aprender no Espiritismo e não tomam para si as lições que recebem frequentemente dos Espíritos. Não se contentam com as faculdades que possuem, querem tê-las todas”. Como variedade desses, considera os médiuns suscetíveis: aqueles que “suscetibilizam-se com as críticas de que sejam objeto suas comunicações; zangam-se com a menor contradição e, se mostram o que obtêm, é para que seja admirado e não para que se lhes dê um parecer. Geralmente, tomam aversão às pessoas que os não aplaudem sem restrições e fogem das reuniões onde não possam impor-se e dominar”.

Por outro lado, para que as palavras dos espíritos superiores chegue até nós isenta de qualquer alteração, são condições necessárias querer o bem e repelir o orgulho e o egoísmo (item 226). O médium orgulhoso, portanto, dificilmente poderá ser um intermediário confiável de instruções espirituais aos encarnados.

Bom, talvez já esteja suficiente para uma primeira oportunidade. Não desejamos cansar o leitor, apenas esperamos, com apoio nessas referências citadas, ter colocado o orgulho sob uma luz tão forte, que seja muito difícil evitar enxergar…

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(Republicado de Ciência do Invisível)

Escolha e sintonize!

Antigamente, se você escolhia assistir uma série de TV, ela em geral passava uma vez por semana, ou alguns dias da semana, em horários específicos. Isso não consumia sua atenção, em geral, nem roubava suas horas preciosas de sono, trabalho ou convivência com a família e os amigos.

Você tinha um leque limitado de canais abertos. Alguns não pegavam bem – ou não pegavam de modo algum – onde você morava. A tela da TV ficava num lugar específico da casa e não “andava” com você para todo lado.

Hoje, você tem várias telas de exibição de conteúdos e imagens diversas. Tudo pode ser acessado em smartphone, tablet ou computador. Filmes estão disponíveis para assistir a qualquer hora, as séries são temporadas inteiras disponibilizadas ao mesmo tempo, o que faz com que você possa passar dias olhando para uma sequência de episódios sem fazer qualquer outra coisa.

Nossas opções de entretenimento aumentaram. Nossas opções de como nos relacionarmos, do que consumir, também. E muitas vezes, nos falta orientação para escolher, porque nós abandonamos valores e pessoas que, em nossa vida, era mestres e autoridades externas, mas não evoluímos para uma autoridade interna sábia e segura.

Isso tem dois efeitos graves. Primeiro, está reforçando hábitos de uma geração de pessoas ligadas principalmente à aparência e ao imediatismo. Segundo, está enfraquecendo nossa conexão com o propósito de nossas vidas e o sentido mais profundo dos fatos, encontros e desafios que nos cercam. Para avaliar nossas escolhas, vamos falar dessas palavras importantes, que são: sentido e propósito.

Sentido é o mesmo que significado, um jeito de considerar e distinguir alguma coisa.  Por exemplo, gostar de azul porque o azul é a cor do céu limpo. Gostar de verde porque amo a Natureza. Querer ler sobre a Alemanha porque meus antepassados vieram de lá. Usar uma camiseta estampada com uma mandala porque aprecio as filosofias indianas.

O sentido é uma relação exterior-interior e se refere a coisas, pessoas (com suas palavras e gestos), momentos, percepções em geral e à forma como tudo isso entra em nossa mente e se encaixa em nosso entendimento da vida. Talvez, por exemplo, você tenha uma antipatia por tudo que seja antigo, ou que seja de uma determinada cor, ou que venha de um determinado país…

A gente se forma a partir das coisas que a gente viveu e fez. Então nossa vivência, de certo modo, condiciona os sentidos daquilo que nos rodeia.

Ocorre que nosso entendimento muda. Aprendemos, refletimos, evoluímos em maneiras de pensar e, consequentemente, mudam as nossas buscas, as nossas prioridades. E isso tem a ver com propósito, nossa segunda palavra.

Propósito é aquilo que nos cabe realizar em nossas vidas. Exemplos: Eu quero viver em contato bem próximo com a Natureza. Eu quero tornar a vida mais bela através da arte. Eu desejo formar alunos leitores e críticos da realidade. Propósito é sinônimo de intento, projeto, intenção.

O propósito é uma relação interior-exterior, porque ele sempre dirige seu foco para aquilo que pode contribuir para que ele se realize.

Quanto mais você amplia sua visão da vida, melhor compreende o seu propósito. E quanto mais você se conecta com as Leis do Universo, mais você encontra seu propósito dentro do propósito do Universo. E isso tem a ver com aproximar-se da sua essência divina, da sua inteligência, da sua alma.

O que a sua alma busca nem sempre é o que a sua mente quer ou imagina. Quanto mais você se distancia de si para viver de emoções passageiras e contato externo, mais você se perde de você. No entanto, quanto mais você caminha para dentro, mais você se tranquiliza, mais você compreende, melhor você sente a vida, melhor você escolhe a que você quer se ligar e onde é melhor colocar a sua energia.

Eis a razão pela qual o contato com o propósito espiritual da sua existência organiza sua vida, otimiza sua emoção, melhora seu relacionamento com todos e tudo à sua volta.

O contato com o propósito espiritual da sua existência é como um seletor de canais, como uma chave que você usa para sintonizar tudo que tem relação com ele e que também ajuda a realizar esse propósito.

Vamos a uma situação hipotética: quando você não sabe o que quer ouvir e liga o rádio, você fica limitado ao que está na moda, o que está sendo consumido. Se não tiver referência melhor, se não tiver outros acessos, pode até achar que aquilo está bom, mesmo que seja péssimo. Mas se você já definiu suas preferências, conhece músicas de diferentes épocas e compositores e já sabe o que quer, você não aceita mais tudo aquilo que tentam empurrar pelos seus ouvidos. Você vai se tornando mais dono da sua vida, das suas escolhas. ,E essa escolha, consciente, refletida, assumida promove uma condição mental e emocional que permanece com você. No caso do propósito, essa seletividade vai ao encontro do que tem sentido dentro do seu propósito maior.

Esse exemplo tem a ver com tudo que elegemos para nossas vidas: amizades, locais que frequentamos, livros que lemos, programas que assistimos, tem a ver com o ambiente do nosso lar. Tem a ver com liberdade real de sermos quem somos e de exercitar nossa forma de ser no mundo. Quando a gente não sabe quem é, a gente se esforça para ser um padrão, para parecer bem, para ser aceito.  Mas isso não somos nós e nem traz realização verdadeira. Como escreveu Maya Angelou: “Se você sempre estiver tentando ser ‘normal’, você nunca saberá o quanto é maravilhoso ser quem você é.”

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Imagem: Freepik

Desapego: dinheiro não compra tudo

Algo que a mídia digital faz o tempo todo é nos induzir a comprar coisas. Antigamente, tínhamos “intervalos comerciais”. Agora, a publicidade está em todo lugar, piscando suas luzes atrativas diante de olhares despreparados. Fazendo pensar que queremos coisas, que precisamos delas. Mas, precisamos realmente?…

Estou me propondo a olhar por cima desse muro de estímulos consumistas, e convidando você pra olhar comigo.

Vamos falar de desapego. Sei que há uma certa resistência inicial à ideia de desapego, que  o senso comum entende como “viver com pouco”, “viver sem posses materiais”. Mas de fato, o sentido do desapego está em aprender a “viver com o suficiente”. A não almejar mais que isso e, portanto, economizar e aproveitar melhor o tempo que gastávamos lutando para ter coisas de que não precisamos. E mesmo esse suficiente, não é algo a que nos prendemos…

Como você saberá que não precisa de algo ou não? Compreendendo a verdadeira natureza da felicidade. Observando o que realmente lhe faz bem e lhe traz paz.

Observe a satisfação que surge de momentos e coisas que o dinheiro não compra. A alegria de sentar-se diante do mar e esperar o entardecer. Um Whatsapp carinhoso no meio do dia.

Eu, por exemplo, sempre encontrei grande prazer em estudar. O fruto do estudo é algo impossível de ser comprado.

Se eu quero aprender uma língua nova, eu não compro isso. Eu posso pagar um professor caro, uma escola conceituada. Mas pagar por isso não vai mudar o fato de que preciso de tempo para aprender, tempo para praticar.

E também não adianta encontrar esse tempo, se eu não tiver vontade, dedicação e esforço. Talvez seus amigos estejam indo agora se divertir em algum lugar e você esteja estudando para uma prova ou escrevendo uma tarefa. Então, além de dinheiro, tempo e vontade, você precisa de algo que o faça ver além do momento presente. Que sustente seu propósito e o leve até seu objetivo. E é isso que permite avaliar a importância das coisas que temos.

Onde há uma realização admirável, houve antes uma decisão, confiança, coragem. Houve um pouco de inspiração e uma boa dose de trabalho. Nada que se compre em lojas.

Outra coisa que não se compra é a fé, como lembra Sri Prem Baba, líder humanitário e fundador do movimento Awaken Love, “a fé não se doa nem se compra. A fé se cultiva”, diz ele.

A fé é fruto da razão aliada à experiência, que vai consolidando dentro de nós uma convicção do propósito superior da vida e de que existem razões para as coisas serem como são, certeza da bondade das leis que regem o Universo.

Sri Prem Baba observa ainda: “Quando, em determinada situação negativa, você se pergunta: ‘por que eu precisei passar por isso?’ isso indica que você está se afinando com os códigos divinos da autorresponsabilidade, mesmo que não seja possível ainda se responsabilizar completamente. Para poder assumir completa responsabilidade, é preciso acessar o canal da divina compreensão e esse canal está no nível da alma, portanto não pode ser acessado com a mente ou com o ego.” Você também não pode pagar em dinheiro para se eximir da responsabilidade espiritual que assumiu, com suas escolhas e atos, mas pode ampliar sua Inteligência Espiritual e ampliar sua compreensão, trilhando um caminho com mais consciência.

Aprender a viver melhor é uma decisão diária, assim como ser feliz é uma decisão diária. Não se trata de não ter coisas, trata-se de usufruir realmente do que se tem, com proveito intelectual e evolutivo, porque os objetos têm uma utilidade ou um sentido para você. Eles o ajudam a desenvolver-se, não entopem seu armário nem ocupam seu tempo desnecessariamente.

Vai pensando aí, nas coisas importantes do seu dia a dia, que você não poderia comprar, nem que quisesse, nem que tivesse milhões de dólares no banco. Se lembrar de uma ou mais, escreva nos comentários, OK? Abraço!

“Não se irrite. Sorria.”

Você também vê muita gente irritada por aí, na TV, no transporte coletivo, nas ruas? Tem pessoas que são habitualmente muito irritadas e irritáveis pelos mais leves motivos. Reagem com irritação às mais diversas situações cotidianas, naquilo que postam nas redes sociais, no jeito como se dirigem aos outros que, eventualmente, estão vendo pela primeira vez nesta encarnação!

Uma das características das emoções é que elas são instantâneas, elas afloram antes de qualquer pensamento, antes de estarmos conscientes delas para poder decidir o que fazer a respeito. Há duas coisas que podemos fazer.  A primeira delas é nos tornarmos conscientes de sua presença constante em nossas vidas e assumir atitudes íntimas prévias, preparando-nos para exercer o autodomínio. A segunda é ir adquirindo reações melhores, baseadas numa compreensão mais profunda da vida e dos momentos, melhorando nossos sentimentos pelas pessoas, de modo a aprimorar nossas atitudes. Há uma conhecida mensagem de André Luiz, por Chico Xavier, que nos convida a não nos irritarmos, porém, sorrir, auxiliar, amparar, que é uma aplicação clara e simples da segunda possibilidade.

Pense nos seus momentos de irritação.

Irritação é uma reação de raiva.

A raiva é uma emoção muito útil que existe para funcionar como defesa contra perigos. Mas a nossa cabeça enxerga perigos onde não estão e se irrita com fatos e pessoas.

Fatos que poderia aceitar.

Pessoas que poderia compreender, que poderia olhar com gentileza e bondade.

Quando você se irrita, você está negando ao outro o direito de ser. Você se irrita porque percebe sua incapacidade de controlar alguma situação ou pessoa e não consegue admitir isso.

Numa situação de perigo real, a raiva se traduz em “ou você, ou eu”. Suponha que você seja atacado(a) por um urso. É uma típica situação “ou você, ou eu”.

Mas nem tudo que nos irrita é realmente uma situação “ou você, ou eu”. Em geral, quem se sente ameaçado, na vida social, é o Ego. Então nós transferimos este padrão de funcionamento para nossa vida diária, para nossa família, para nosso trabalho.

De fato, seria mais sábio se aprendêssemos a reconhecer o que de fato nos ameaça. Espiritualmente, a ameaça não existe, porque todos somos seres divinos e imortais.

Aceite a vida, esteja ela como estiver no presente, como uma chance de conexão profunda consigo mesmo(a), enquanto encontra as vidas próximas, compartilha e auxilia; enquanto todas se elevam em entendimento, amor e capacidade de doação.

Estreia hoje, 2/02, o programa “Inteligência Espiritual”

O Universo é povoado por inteligências em desenvolvimento. Essas inteligências, você pode chamar de almas ou de espíritos.

Uma das características da inteligência – e dessas inteligências individualizadas – é desenvolver-se por si mesmas. Aquilo que nós experimentamos acrescenta aprendizados. Juntando aprendizados e observações, criamos ideias. Ideias alimentam outros pensamentos, dialogam com outras ideias. E ocorre um movimento de melhoria, de aprimoramento, numa palavra: de evolução.

A evolução pode ser individual ou coletiva. E essa evolução inclui várias inteligências, como a Inteligência Espiritual.

A partir de hoje, esse será o grande tema das nossas conversas radiofônicas, pela Web Rádio Doutrina. Vem junto, nessa caminhada de autoconhecimento e transformação! Todas as quintas-feiras, 20h30 no horário de Brasília, 19h30 onde não é horário de verão.

Acesse em http://rededoutrinaweb.caster.fm/

Atenção às “rasteiras energéticas”

Somos consciências que modificam e qualificam a energia sutil em que vivem e que espalham nos seus ambientes.

Absorvemos e liberamos energia por meio dos chamados chakras, ou centros de energia. A quantidade e qualidade da energia de cada centro tem características particulares. Não vou detalhar aqui, mas você pode ler mais sobre os chakras, se desejar.

Acontece que essa atividade toda é algo que normalmente a gente não percebe, exceto se colocar atenção.

Emoções, por exemplo, que fazem abraçar ou chorar, que geram pensamentos e estados vibracionais, são energia. Você acorda alegre e se sente cheio(a) de vida, de vontade de fazer coisas? Ou acorda com mau humor e preguiça, pensando só em continuar na cama?

Parece pouco, mas não é. Seu dia e seus afazeres se transformam, dependendo da energia que você coloca neles.

Mas onde está essa energia?

Bem, o Universo é composto de três elementos fundamentais: Deus, inteligência e energia. Na filosofia espírita, encontramos a tríade: Deus, espírito e matéria. Os significados correspondem entre si. Ou, seja, existe um Criador (Deus, Inteligência Suprema) e uma Criação, que se constitui de inteligências em evolução e de matéria nos mais diversos estados. Dentre esses estados, no cotidiano, vivemos em contato direto com um tipo de matéria que compõe os corpos sólidos, os líquidos e gases que nos cercam, mas nem sempre nos lembramos da matéria que não vemos e do quando ela nos afeta.

Auto-observação, portanto, é o ponto de partida para entender e cuidar da sua energia, que influencia todos os aspectos do seu cotidiano: vida pessoal, família, relacionamentos, profissão.

A qualidade da energia que compartilhamos e absorvemos depende diretamente de nossos pensamentos, emoções predominantes e moralidade. Algumas atitudes e impulsos melhoram nosso estado geral, elevando nossa energia, ampliando a disposição e a saúde. Eles elevam a qualidade das energias que liberamos e, ao mesmo tempo, das que absorvemos.

Mas como geralmente estamos inconscientes do que acontece com a energia em nós e ao redor de nós – estamos invigilantes -, podemos facilmente cair em verdadeiras “rasteiras energéticas”: situações que nos irritam, que despertam o cinismo, a ira ou o desespero. As respostas emocionais, sendo imediatas, afloram antes de estarmos conscientes delas. Isso faz  baixar a qualidade de nossa energia, aproximando-nos de vibrações difíceis, densas e confusas. É como sair da lagoa de água potável e cair numa poça de lama.

Isso leva você para a sintonia com as situações e inteligências semelhantes, encarnadas e desencarnadas. Mas se tiver um entendimento espiritual das situações e estiver consciente disso, você mesmo pode elevar o padrão de seus pensamentos e emoções, protegendo-se de consequências, semeando uma atmosfera leve e luminosa em torno de si.

8 Conceitos importantes para nossa vida e bem estar

Há verdades importantes para nossa vida e bem estar, semeadas nas mais importantes e antigas filosofias da Terra. Não conheço a verdade, como disse a Cassia Eller. Mas é possível acompanhar seu rastro luminoso, se observarmos o Cosmos e a Natureza. Podemos encontrar um conceito budista dentro dos Evangelhos cristãos e nas obras fundamentais do Espiritismo, por exemplo, pois, independente do que as diferencie, essas filosofias guardam noções comuns, que podem ser rastreadas e identificadas. E embora apresentem cores próprias, dependendo da cultura onde nasceram, elas têm uma raiz comum.

Ganesha, a criança com cabeça de elefante, é uma das mais famosas deidades do Hinduísmo. Muitos gostam de prestar-lhe culto, outros o consideram um amuleto. Mas se observar o que ele representa – “aquele que remove obstáculos” – e estudar suas características como saber ouvir o a verdade, refletir, discernir, você poderá descobrir atitudes construtivas que levam a progredir espiritualmente e, naturalmente, diminuir os obstáculos até não mais ser bloqueado por eles. Não é mágica, é caminho.

Aqui vão algumas dessas noções que andei descobrindo nesta vida ou recordando de outras vidas:

1. Sempre acredite que existe uma razão para coisas serem como são e não como você pensava. Aquilo que ainda não é como sonhamos, não significa que não seja assim, em algum lugar. E quando ainda não chegou até você, pode ser a sua vez de caminhar…

2. Um Espírito amigo, um dia, me deixou este pensamento: “Há mais que um estilo de vida. Há mais do que aquilo que desejamos e não obtivemos ainda. Olhar em volta é um modo de perceber que estamos no lugar certo para o exercício das capacidades que nos elevam e aprimoram. E que não possuir algo é, em muitos casos, um auxílio divino a nos impedir quedas e ferimentos.”

3. A felicidade é um movimento interno que vai se espalhando em tudo o que fazemos. Não tem a ver com agitação e nem com possuir tudo como se quer. Tem a ver com perceber a harmonia dos momentos, aceitar os desafios e abraçar a si mesmo(a) com amor, com muito respeito a tudo que se é e que se pode ser.

4. Em toda caminhada, diferentes terrenos, diferentes cenários. Passos alegres, passos leves, passos temerosos. Mas todos os passos nos permitiram chegar onde estamos, nessa linda jornada sem fim. Agradeça ao Criador, para  que seu coração esteja alegre e sua alma sinta o perfume suave da Paz, na sua caminhada diária.

5. Pensar demais não é pensar melhor. Nem sempre a razão sabe o que o coração já compreende. A fé, por exemplo, não nasce apenas do raciocínio, mas da experiência e observação que ainda não conseguimos racionalizar. Ela é um traço da Inteligência Espiritual e, não somente, da razão. Por isso, por mais que digam o contrário, mesmo incompreendida e ridicularizada, é importante que nossa fé se mantenha firme, forte, que ela sustente nosso sorriso e nossa serenidade.

6. Um dia, escrevi isso e continuo assinando embaixo: “Nós viveríamos tão melhor, se fôssemos mais movidos pelo coração e menos pela cobiça! Às vezes, aquilo que se vai não é para te deixar mais pobre. É para te deixar mais leve. Te aliviar. Aquilo que se vai, que pode ir-se, não é você. O essencial continua preservado…” (O desapego é outro traço da Inteligência Espiritual.)

7. Para viver mais e melhor, sorria mais, reclame menos; agradeça mais, ambicione menos; ouça mais e fale apenas o essencial.

8.Confie no Amor, peça ajuda para aceitar o desafio e atravessar a parte difícil da jornada. Para permanecer compreensivo(a), de mente serena e coração sempre aberto.

Escolher a felicidade é um direito perante a vida e um dever perante a nós mesmos. Os principais itens da felicidade jamais estiveram à venda. Porque precisam ser doados e recebidos de coração para coração. Feliz 2017!

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